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A Menina que Roubava livros – Markus Zusak

Publicado por: Mariana Treska, em 16 outubro, 2009

ameninaqueroubava A Menina que Roubava livros – Markus Zusak

“Quando a morte conta uma história, você deve parar para ler”. E como deve, A Menina que Roubava livros de Markus Zusak é um livro com turbilhões de sentimentos: assustador, encantador, maravilhoso e perturbador. Não é à toa que está entre o top 10 dos livros mais vendidos.

Ainda estou lendo o livro e maravilhosamente encantada, há muito tempo um livro não me prendia tanto, não me dava gosto ler. Com ele me desligo do mundo e sinto-me dentro deste fantástico mundo, fantasmagórico, mas com cor de vida.

Vida? Num livro onde a narradora é a morte? Sim, a vida é a esperança que acompanha o leitor a cada letra que ele junta para formar palavras e ler. A vida aqui acontece quando você acompanha a personagem e torce por ela.

Um livro que impressiona já no início. Enquanto ao final, bem, ainda não cheguei lá, mas uma coisa é certa, quando terminar de ler esse livro, me sentirei morta, pois selarei a capa do livro e darei fim a uma história fantástica que já considero parte de mim.

Indico a todos a leitura. E quando eu terminar de ler, passo aqui para dar minha opinião sobre o livro, talvez até lá ela mude, não sei. E você, leitor, qual sua opinião sobre esse livro?

Segue um pequeno trecho do livro para vocês.

Apresentando
A Alemanha nazista.
Uma menina com um irmão morto.
Um livro preto com letras prateadas.
Neve.
Dois pais de criação.
A mulher com punhos de ferro.
O enrolador de cigarros.
Um judeu escondido no porão.
Palavras…
…e bombas.

. Eis um pequeno fato .
Você vai morrer.

A pergunta é: qual será a cor de tudo nesse momento em que eu chegar para buscar você? Que dirá o céu?

. Uma pequena teoria .
As pessoas só observam as cores do dia no começo e no fim,
mas, para mim, está muito claro que o dia se funde através de uma multidão
de matizes e entonações a cada momento que passa.
Uma só hora pode constituir em milhares
de cores diferentes — amarelos céreos, azuis borrifados de nuvens. Escuridões enevoadas.
No meu ramo de atividade, faço questão de notá-los.

Primeiro aparece uma coisa branca. Do tipo ofuscante. É muito provável que alguns de vocês achem que o branco não é realmente uma cor, e todo esse tipo batido de absurdo. O branco é sem dúvida uma cor e, pessoalmente, acho que você não vai querer discutir comigo.

. Um anúncio tranqüilizador .
Por favor, mantenha a calma, apesar da ameaça anterior.
Sou só garganta…
Não sou violenta.
Não sou maldosa.
Sou só um resultado

Ei, acorde! Ela não está atrás de você, ela sequer procura você. Ela só chega quando é tarde demais. E faz o seu trabalho.

Como eu falei, parece muito mais humano passar as sensações que um livro possa trazer.

Alegria.
Ternura.
Tristeza.
Euforismo.
Solidão.
Orgulho.
Medo…
…e a Morte.

Foi nos livros que Liesel viu a oportunidade de fugir daquilo tudo que a perseguia. Ela esquecia do irmão morto com um olho aberto, no chão do vagão do trem.

Ensinaram-na a ler. Um certo enrolador de cigarros e um acordeonista.

No abrigo, durante os bombardeios, ela sacudia as palavras para manter todos mais calmos. E longe de mim. Era a sacudidora de palavras.

Até que um dia ela escreveu seu próprio livro.
Até que um dia as sirenes não tocaram para avisar sobre as bombas.
Até que um dia a rua Himmel foi devastada.
Até que um dia só sobrou a menina que roubava livros nos escombros de um porão raso demais para suportar.

Uma sobrevivente.
Um acordeão quebrado.
Um beijo tarde demais.
Um livro perdido e devolvido em tempo.

Venha comigo, quero lhe contar uma história. Vou lhe mostrar uma coisa.

. A nota final de sua narradora .
– Os seres humanos me assombram.

Sinopse: A trajetória de Liesel Meminger é contada por uma narradora mórbida, surpreendentemente simpática. Ao perceber que a pequena ladra de livros lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. Traços de uma sobrevivente: a mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. O único vínculo com a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler.

Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a conivência do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que lhe dá lições de leitura. Alfabetizada sob vistas grossas da madrasta, Liesel canaliza urgências para a literatura. Em tempos de livros incendiados, ela os furta, ou os lê na biblioteca do prefeito da cidade.

A vida ao redor é a pseudo-realidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. Teme a dona da loja da esquina, colaboradora do Terceiro Reich. Faz amizade com um garoto obrigado a integrar a Juventude Hitlerista. E ajuda o pai a esconder no porão um judeu que escreve livros artesanais para contar a sua parte naquela História. A Morte, perplexa diante da violência humana, dá um tom leve e divertido à narrativa deste duro confronto entre a infância perdida e a crueldade do mundo adulto, um sucesso absoluto – e raro – de crítica e público.

Críticas

O Estado de São Paulo
Ubiratan Brasil

“O que interessa é seu trabalho com a linguagem, em que Zusak cria um discurso próprio para a personagem Morte (…).”

Época
Gisela Anauate

“A leveza com que crianças e adolescentes atravessam um dos períodos mais dramáticos da História é um dos trunfos desse belo livro.”

O Globo, “Prosa & Verso”
Mara Bergamaschi

“O amor pelos livros conduz e sustenta a engenhosa estrutura do romance.”

The New York Times
“Brilhante e altamente ambicioso… Há quem diga que um livro tão difícil e triste não seja adequado para adolescentes… Adultos provavelmente gostarão (este aqui gostou), mas é um grande romance jovem-adulto… É o tipo do livro que pode mudar a vida (…).”

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Comentários

  1. A Menina Que Roubava Livros, uma incrível história contada por dona Morte, um dos personagens mais irônicos e maléficos.

    Um livro interesssante por tratar de um período tão difícil, período da 2ª Guerra Mundial, em plena Alemanha. Tudo retratado por uma criança, que via o amigo se sujar de carvão para correr como Jesse Owens, roubava livros judeus das fogueiras, ajudava e dava pão aos judeus. Uma história que te conta o final no meio da leitura – e mesmo assim, você ainda deseja continuar a ler. Afinal, a história de Liesel é o que cativa; a sua história, não o seu final.
    Por que ela amava os livros?
    Porque eles significavam força, pelo menos para ela.

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  2. _Maga disse:

    você me deixou com muita, muita, muita vontade de ler o livro!

    Se morassemos na mesma cidade eu ia me tornar a menina que roubou o seu livro… hehehehe

    beijos

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  3. Nathalia disse:

    Oi!
    Terminei de ler “A menina que roubava livros” hoje. Foi uma experiencia muito gratificante..sem palavras pra definir…

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  4. Jana Barreto disse:

    Mariana, eu passei um tempão correndo atrás desse livro, doida pra ler porque o titulo me chamou muito a atenção. Até que um dia saiu na avon à um preço super bom (vintão! rs) e então comprei. Mas eu juro pra você que não consegui sair das 10 primeiras páginas, não sei o que ouve… Mas espero lê-lo, de verdade, já me recomendaram e agora com sua critica até que me animei :)
    Assim que terminar O Leitor e um outro da fila, eu vou tentar ler mais uma vez. Beijos!

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  5. É um livro que instiga. Muito embora tenha ouvido falar muito dele, ainda não li. Quem sabe a oportunidade apareça. Mas confesso que a primeira vista me afastei. Best-sellers são sempre um problema.

    Embora esse trepassa uma realidade tão diferente, que acaba sendo interessante. Ainda não me passou pela cabeça lê-lo. Gosto de que as coisas surjam no seu devido momento. Quem sabe apareça.

    Mas estou apreciando com carinho sim essa possibilidade. Ao que parece, esse livro tem muito a contar. E não aquela mesma ótica da II Guerra, mas outra. Bom.

    Bonito blog aqui. Gostei.

    Beijos

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  6. Maravilhoso, do começo ao fim. Um livro que retrata a segunda guerra dos olhos de uma menina que vê no nazismo o cara mau que levou parte de sua história, por isso o odeia tanto. Simplesmente fantástico, recomendo a leitura!!!

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