Cartas de Amor – Fernando Pessoa
Todas as cartas de amor
são ridículas.
Não seriam cartas de amor
se não fossem ridículas.
Também escrevi, no meu tempo,
Todas as cartas de amor
são ridículas.
Não seriam cartas de amor
se não fossem ridículas.
Também escrevi, no meu tempo,
Amemos! Quero de amor
Viver no teu coração!
Sofrer e amar essa dor
Que desmaia de paixão!
Na tu’alma, em teus encantos
E na tua palidez
E nos teus ardentes prantos
Suspirar de languidez!
Quero em teus lábio beber
Os teus amores do céu,
Quero em teu seio morrer
No enlevo do seio teu!
Quero viver d’esperança,
Quero tremer e sentir!
Na tua cheirosa trança
Quero sonhar e dormir! [...]
O amor é um carnaval
É festa, é alegria
É algo que não tem igual
É um sentimento que contagia.
O amor é fogo
Que aquece meu coração
Alimentando minha alma
Deixando-me sem paixão.
O amor é realidade
Mostra-me a razão
De como é difícil viver
Sem amor no coração.
Por que mentias leviana e bela?
Se minha face pálida sentias
Queimada pela febre, e se minha vida
Tu vias desmaiar, por que mentias?
Acordei da ilusão, a sós morrendo
Distante o meu amor, se me afigura
O amor como um patético tormento
Pensar nele é morrer de desventura
Não pensar é matar meu pensamento.
Seu mais doce desejo se amargura
Todo o instante perdido é um sofrimento
Cada beijo lembrado uma tortura
Um ciúme do próprio ciumento.
Beijo a boca insensata
De um amor que não me pertence;
De alguém que não pode me amar.
Ah Deus! Quem dera pudesse eu nesse beijo
Enfeitiçar a pessoa que tanto quero,
Mas o beijo apenas cala e cola as bocas,
Vestidos de arco-íris vamos pelo salão
No compasso patente desse louco amor.
Ao conhecer na pele o toque da tua mão
Antevejo paixão nos teus braços, Pierrot.
Sem máscaras agora, somos apenas nós
Brincando na fantasia, que nos alucina
Esquecendo o tempo, esse nosso algoz
Recheamos de encanto cada verso, e rima.
Nesta época festiva,
Deseja-se a todos os Povos…
Um Carnaval Cheio de Páscoas…
E um Natal cheio de Anos Novos….
Que as Renas do Pai Natal,
Surjam nos Céus a Voar,
Tilintando alegremente…
Com o Rudolph a piscar!
Desejo a você…
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Há muito tempo já não escrevo um poema
De amor.
E é o que eu sei fazer com mais delicadeza!
A nossa natureza
Lusitana
Tem essa humana
Graça
Feiticeira
Ah, lembranças que ferem,
Lembranças que busco dentro de mim,
Lembranças que fogem no tempo,
Lembranças… Simples lembranças…
Lembranças talvez recordadas só por mim,
Íntimas dentro de um frágil coração,
Que insiste em revê-las como no cinema,
Que insiste em repassá-las
Como o filme de uma vida
Deixa o sol bater em nossas janelas
E trazer a felicidade em cada raio que emitir,
Deixe-me acreditar que sempre o amei
E que nossos beijos selaram esse amor,
Esse sentimento adormecido em você
Que incendeia nossos corpos quando nos tocamos…
Eu tentei tantas vezes mentir
Disse-me que não era amor.
Um dia acordei sentindo-te em mim
A sensação foi tão boa que não me contive
Recordei cada momento, cada instante
Dificil descrever exatamente
O que eu senti
Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será nossa vida:
Amor difícil de definir,
Mas fácil sentir.
Amor são formas de falar
Com apenas o olhar.
Amor não é dor,
Mas sim chama ardente
Amor, poucos dão valor,
Mas muitos sentem seu calor.