O poder do beijo
Beijo a boca insensata
De um amor que não me pertence;
De alguém que não pode me amar.
Ah Deus! Quem dera pudesse eu nesse beijo
Enfeitiçar a pessoa que tanto quero,
Mas o beijo apenas cala e cola as bocas,
Beijo a boca insensata
De um amor que não me pertence;
De alguém que não pode me amar.
Ah Deus! Quem dera pudesse eu nesse beijo
Enfeitiçar a pessoa que tanto quero,
Mas o beijo apenas cala e cola as bocas,
Na eternidade, ninguém se julga eterno.
Aqui, nesta estada, penso que vou durar
além dos meus anos, que terei
outra chance de reaver o que não fiz.
Se perdoar é esquecer, me espera o pior:
serei esquecido quando redimido.
Não me perdoes, Deus. Não me esqueças.
O esquecimento jamais devolve seus reféns.
A claridade não se repete. A vida estala uma única vez.
De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste [...]