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Posts Tagged ‘doce’

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Soneto de Carnaval – Vinicius de Moraes

Distante o meu amor, se me afigura
O amor como um patético tormento
Pensar nele é morrer de desventura
Não pensar é matar meu pensamento.

Seu mais doce desejo se amargura
Todo o instante perdido é um sofrimento
Cada beijo lembrado uma tortura
Um ciúme do próprio ciumento.

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Doce Redundante II

Deixa o sol bater em nossas janelas
E trazer a felicidade em cada raio que emitir,
Deixe-me acreditar que sempre o amei
E que nossos beijos selaram esse amor,
Esse sentimento adormecido em você
Que incendeia nossos corpos quando nos tocamos…

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Poema de Natal – Fernando Pessoa

Natal… Na província neva.
Nos lares aconchegados,
Um sentimento conserva
Os sentimentos passados.

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Seus Olhos – Gonçalves Dias

Seus olhos tão negros, tão belos, tão puros,
De vivo luzir,
Estrelas incertas, que as águas dormentes
Do mar vão ferir;

Seus olhos tão negros, tão belos, tão puros,
Têm meiga expressão,
Mais doce que a brisa, – mais doce que o nauta
De noite cantando, – mais doce que a frauta
Quebrando a solidão.

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Soneto de Natal – Machado de Assis

Um homem, – era aquela noite amiga,
Noite cristã, berço do Nazareno, -
Ao relembrar os dias de pequeno,
E a viva dança, e a lépida cantiga,

Quis transportar ao verso doce e ameno
As sensações da sua idade antiga,
Naquela mesma velha noite amiga,
Noite cristã, berço do Nazareno.

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Particularidades 2 – Gilka Machado

Tudo quanto é macio os meus ímpetos doma,
e flexuosa me torna e me torna felina.
Amo do pessegueiro a pubescente poma,
porque afagos de velo oferece e propina.

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Pomo (de Mínima lírica) – Paulo Henriques de Britto

Da vida só têm substância
a casca e o caroço.
No meio só tem amido,
embromações do carbono.
Porém todo o gosto reside
nessa carne intermediária,
sem valor alimentício,
sem realidade, sem nada.

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Leio-te e Longe de ti, por Olavo Bilac

LEIO-TE
Leio-te: — o pranto dos meus olhos rola:
— Do seu cabelo o delicado cheiro,
Da sua voz o timbre prazenteiro,
Tudo do livro sinto que se evola …
Todo o nosso romance: – a doce esmola
Do seu primeiro olhar, o seu primeiro
Sorriso, – neste poema verdadeiro,
Tudo ao meu triste olhar se desenrola.
Sinto animar-se todo o meu passado:
E quanto [...]

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Maresia – Adriana Calcanhoto

O meu amor me deixou
levou minha identidade
não sei mais bem onde estou
nem onde há realidade
Ah, se eu fosse marinheiro
era eu quem tinha partido
mas meu coração ligeiro
não se teria partido
ou se partisse colava
com cola de maresia
eu amava e desamava
surpreso e com poesia
ah se eu fosse marinheiro
seria doce meu lar
não só o Rio de Janeiro
a imensidão e [...]

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Shakespeare – Soneto 18

Edu, são poucas as palavras que tenho para descrever o que sinto por você (se elas conseguirem descrever). Então vou compará-lo ao dia de verão de shakespeare: que é raro de acontecer, mas é o mais belo que se pode viver. Você é minha raridade, minha força, meu mundo, minha doce razão, meu dia de [...]

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Ausência – Vinícius de Moraes

 
Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar seus olhos que são doces…
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres exausto…
No entanto a tua presença é qualquer coisa, como a luz e a vida…
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto…
E em minha voz, a tua voz…
Não [...]

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Amar

O que é amar?
Amor, é uma palavra que expressa o que não conseguimos explicar,
é a palavra usada quando queremos alguém,
quando desejamos estar próximos.
Amar uma mulher é olhar pra ela todos os dias
desejando que cada segundo ao seu lado seja uma eternidade
e que o tempo não acabe voando quando se encontram.
É sentir sua respiração ficar mais [...]

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Desabrochar

Deslizo como o véu na sua pele macia
sentindo as curvas de seu corpo,
me perco em suas pernas sensuais,
deliro com seu perfume de mulher,
enquanto beijo seu corpo
olhando em seus olhos seu olhar caliente.
Toco sua juventude com meus lábios de menino,
toco sua alma com meus desejos de homem
e sinto o calor que arde na fusão de nossos corpos,
acaricio seus [...]

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    março 2010
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