Desejo – Vitor Hugo
Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.
Hoje chove lá fora,
E aqui dentro de mim.
Lá fora chove e eu… Aqui dentro choro.
A cada pingo de chuva
Que molha cada passo seu,
É uma gota de sangue
Que escorre dos meus olhos.
Queria poder lhe tocar
Como vejo nas novelas, filmes e sonhos.
Queria que o sol brilhasse apenas para nós
Queria poder controlar o mundo,
Queria poder controlar você.
Queria que [...]
Quem nunca pensou que um antigo amor poderia voltar,
Quem nunca achou que nunca conseguiu realmente esquece-la,
Dias, meses ou anos podem passar,
Mas o sentimento continua ali sempre esperando,
O olhar, o toque, o perfume ou mesmo o sorriso,
E neste momento tudo retorna,
O destino uniu dois corações novamente,
Para juntos compartilhar os sonhos
Jurando amor aterno.
Entre a serpente e a [...]
A rua que eu imagino, desde menino, para o meu destino pequenino
é uma rua de poeta, reta, quieta, discreta,
direita, estreita, bem feita, perfeita,
com pregões matinais de jornais, aventais nos portais, animais e varais nos quintais;
e acácias paralelas, todas elas belas, singelas, amarelas,
douradas, descabeladas, debruçadas como namoradas para as calçadas;
e um passo, de espaço a espaço, [...]
Não se lembram do Gigante das Botas de Sete Léguas?
Lá vai ele: vai varando, no seu vôo de asas cegas,
as distâncias…
E dispara,
nunca pára,
nem repara
para os lados,
para frente,
para trás…
Vai como um pária…
E vai levando um novelo embaraçado de fitas:
fitas
azuis,
brancas,
verdes,
amarelas…
imprevistas…
Vai varando o vento: — e o vento, ventando cada vez mais,
desembaraça o novelo, penteando com dedos de [...]