Plena mulher – Pablo Neruda
Plena mulher, maçã carnal,
lua quente, espesso aroma de algas,
lodo e luz pisados, que obscura claridade
se abre entre tuas colunas?
Plena mulher, maçã carnal,
lua quente, espesso aroma de algas,
lodo e luz pisados, que obscura claridade
se abre entre tuas colunas?
Eu moro no teu corpo Nas tuas curvas perfeitas Que me levam para o êxtase. Percorro seus olhos, lábio, pescoço E perco-me nos seus ombros, no seu umbigo. Deliro no seu corpo Como louca no hospício. É a minha moradia Minha casa receptiva Meu quarto, meu edredon, minha cama, meu lençol O aconchego que preciso [...]