Natal – Fernando Pessoa
O sino da minha aldeia,
Dolente na tarde calma,
Cada tua badalada
Soa dentro de minha alma.
E é tão lento o teu soar,
Tão como triste da vida,
Que já a primeira pancada
Tem o som de repetida.
O sino da minha aldeia,
Dolente na tarde calma,
Cada tua badalada
Soa dentro de minha alma.
E é tão lento o teu soar,
Tão como triste da vida,
Que já a primeira pancada
Tem o som de repetida.
Garçom traga mais uma bohemia,
Hoje é dia de esquecer o mundo,
Esquecer de tudo.
Pode até não ser sexta-feira,
Mas para a saudade não há tempo.
Traga-me Garçom
Mais um copo e de batatas uma porção,
Sei que estou só,
Navegando pela madrugada
No mar de palavras
Que me leva pelo mundo
Senti as ondas
De verso me tocarem.
Encantei-me com sua dança
E dancei…
O som das letras que se juntam
Formavam a dança dos golfinhos
Que me embalaram
E levaram-me para longe.
A madrugada se foi
E meu barco quem me conduziu
E aqui ancorei
Para com minha bandeira de palavras
Registrar que aqui passei…
By Mariana Treska
Digo que a poesia
é um modo de ser
criança – cria
para onde quer.
As frases têm pernas:
Os poemas convidam
ao som e às imagens
das palavras amigas.
By Fernando Paixão
Acreditar em sonhos pode ser dificil, ver que deu certo é maravilhoso.
Mari e eu demoramos seis longos anos pra conseguir ficar juntos e hoje a unica coisa que conseguimos falar é que vai ser eternamente. Um relacionamento que por muitas provas passou e continuou cada vez mais forte, porque é assim quando se ama.
Mari, nunca [...]
Um ano, um ano de felicidade
A pequena felicidade que encontrei
No dia em que lhe conheci…
E quando eu o vi pela primeira vez
Senti algo estranho em mim
Senti que um dia seriamos apenas um
Senti que surgia algo ali
E esse algo mais tarde nos uniu…
Você foi o fim…
O fim de uma busca insensata
Você trouxe para mim o começo…
O [...]